A partir da primeira sessão de Cinema, em Paris, em 1895, o mundo maravilhou-se com algo que rapidamente tornar-se-ia conhecido como a grande Arte do Século XX. Foram necessárias apenas as duas primeiras décadas do novo século para que aquilo que não se sabia sequer se teria uma possível utilidade, desenvolver-se e afirmar-se em pelo menos três direções. O Cinema, então nascente, firma-se de início como entretenimento e em relação a este propósito é criada uma verdadeira Indústria em seu entorno. Aos poucos, após serem percebidas as suas possibilidades e, principalmente, ter passado por uma rápida evolução tecnológica, passa a ser considerado como um importante Meio de Comunicação, ora glorificado ora satanizado, ao sabor dos diferentes pontos de vista de seus estudiosos.
A sua terceira máscara – ser reconhecido como Arte, levaria o tempo necessário para que fossem possíveis as experimentações de seus artífices e que os seus consumidores percebessem que muito além da fruição de histórias contadas pelas novas imagens em movimento, o Cinema lhes proporcionava a semiose de algo maior que os remetia às idéias e a um outro mundo para além de suas circunstâncias do cotidiano. Partindo de exibição de histórias que recontavam os velhos mitos, o Cinema também os criava, novos, tendo como matéria prima os sonhos e as fantasias de seus espectadores, passando ele mesmo a construir novos universos mentais.
Simultaneamente ao Cinema, e paralelamente, um outro novo Meio de Comunicação – o Rádio, desenvolvia-se, nas duas primeiras décadas do século XX,. Foi inevitável que houvesse a conjunção da Palavra com a Imagem e suas tecnologias, e, a partir de então, o Audiovisual pode existir.
Durante toda a primeira metade do século passado o Cinema ocupou absoluto o imaginário das pessoas tendo, por espaço,duas “janelas” onde se fixar: apesar de sua fugacidade e de forma passageira: a tela das salas de exibição, também chamadas de cinemas; e a mente dos espectadores, de um modo indelével.
A partir da segunda metade do século XX, precisamente para além de 1950, a Televisão se transforma na terceira “janela” do filme, o produto específico do Cinema. As relações do Cinema com a Televisão formam, no Brasil e no mundo, um campo fértil à investigação científica para diferentes pesquisadores.
Atualmente ouve-se dizer das inúmeras “janelas” que o produto cinematográfico – o filme, pode ocupar. Pensa-se além da Internet nas inúmeras possibilidades que a telefonia móvel está descortinando.
O grupo de pesquisadores aqui reunidos, pretende, através de estudos científicos com propósito de publicações, investigar o Audiovisual enfocando, principalmente, seus aspectos históricos, a visão diacrônica de suas evoluções tecnológicas observáveis, e a problemática que envolve a realização do produto fílmico e sua destinação.
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